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Porque temos a impressão de já ter sonhado o que vivemos?

Nossos sonhos são recheados de significados que podem influenciar a vida diária. Sonhar com animais pode significar sucesso na vida pessoal e profissional; sonhar com o casamento pode estar relacionado com o desejo de casar; sonhar com um aviso pode simbolizar alguma realidade armazenada no subconsciente. Alguns sonhos são tão intensos que causam a impressão de já termos sonhado o que vivemos, levantando à questão da existência de alguma conexão do que sonhamos com a realidade. Será que existe?

Os sonhos como anúncios

Nos relatos da história da humanidade, muitos sonhos foram anúncios de acontecimentos e, até hoje, em alguns povos, os sonhos são determinantes na tomada de decisões. Há muitos relatos de sonhos que sinalizavam um acontecimento ou ajudaram a solucionar um problema. O caso mais clássico está registrado na Bíblia, aonde um anjo vem em sonho à Maria de Nazaré anunciar que ela receberia o “filho de Deus”, o que mais tarde foi comprovado com o nascimento do maior líder religioso da história. Outro caso muito interessante aconteceu com o químico alemão August Kekulé. Entre os anos de 1861 a 1864, o cientista dedicava-se aos estudos de compostos aromáticos, particularmente o benzeno, mas os estudos não progrediam. Ele muito cansado então, deitou, dormiu e sonhou. Enquanto Kekulé sonhava, os átomos dançavam à sua frente e formavam um círculo. Sendo assim, ao acordar foi capaz de reorganizar as ideias e publicar a estrutura cíclica do anel benzênico.

O que a neurociência diz

Segundo a neurociência, o sono é um estado em que cessam as atividades físicas, motoras e sensoriais, sendo o sonho uma lembrança dos fatos que aconteceram durante o sono. Alguns cientistas do sono afirmam que durante o sonho há um tráfego de informações sem sentido com a função de manter o cérebro em ordem. Considerando então os sonhos como cargas emocionais armazenadas no inconsciente. Mas isso ainda não explica aquela impressão de já termos sonhado o que vivemos, sem nunca ter vivido realmente tal situação.

Deja vu

Existe um termo francês denominado deja vu, que significa “já visto”. O sentido deste termo vai além: é uma memória ou simples lembrança de algo que não vivemos, ao presenciar novamente, tem a estranheza de já ter vivenciado. A mente não fica confusa, pois apenas há uma estranheza ao viver a situação, que causa a impressão de já termos a vivido, sabendo que é impossível que tal tenha acontecido.

A influência do sistema de memorização

Cientificamente temos vários tipos de memória: uma imediata para os fatos rápidos, como memorizar um número de telefone e logo discar; uma memória curta para fatos ocorridos em alguns minutos ou horas, como lembrar do que comemos no café da manhã; memória de médio prazo que pode durar dias ou meses; e a memória de longo prazo, responsável por lembranças marcantes. Quando acontece o deja vu, há uma falha no sistema de memorização. Os fatos que estão acontecendo não são armazenados na memória de curto prazo, em vez disso vão para a memória de longo prazo, o que dá a impressão de sonhar o que vivemos ou ao contrário.

A alma se liberta durante o sono?

Há ainda outra explicação para o fato de ter a impressão de sonhar o que vivemos. Alguns religiosos e estudiosos da energia dos corpos afirmam que a alma liberta-se durante o sono. Uma vez liberta há uma compreensão maior das leis que regem a vida e do destino que está sendo traçado. Nesse momento há uma interação com outras almas e energias, que possibilita traçar novos planos. Há uma visão atual das coisas presentes ou ausentes, ou uma visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Além disso, nesse contato extra corpóreo pode-se receber avisos ou orientações que serão lembradas em um momento oportuno. Daí aquela impressão de sonhar o que vivemos.

Realidade ou ficção?

O universo onírico abre possibilidades ainda não explicadas totalmente pela ciência dos sonhos. É como diz o ditado de William ShakespeareHá mais coisas entre o céu e terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar”. Entretanto, o que sabemos é que os sonhos são as linguagens armazenadas no inconsciente recheado de significados. Talvez o que falte é um sentido especial, que abra a mente para aumentar a percepção desse universo invisível aos olhos humanos.

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